

TRASTE RUIM
Pompílio Diniz nasceu em Diamante, antiga Cidade de São Paulo, na Paraíba, em 9 de julho de 1927. Trabalhou como Procurador Jurídico da Assembleia Legislativa de Goiânia e foi sócio da União Brasileira de Escritores.
TRASTE RUIM Tem gente no mundo assim Só vê mardade e injustiça Ninguém presta, tudo é ruim Cum todo mundo ele inguiça E faiz logo sururú É taliquá o urubú Qui só fareja carniça No chiquêro da mintira Joga lama em quarqué nome É como o porco que vira A gamela aonde come Uma ração farta e boa Pru riba até da pessoa Qui vem matá sua fome Seu coração é um pote Aonde se ajunta a peçonha Da cobra que dá o bote Naquele fúria medonha Dispois se esconde e se enrosca Cuma quem sintiu a cósca Do remorso e da vergonha Só véve má sastifeito E a todo mundo detesta Só ele num tem defeito Só ele é pessoa honesta E esse irmão de Caim É cuma um pau de cupim Que nem pru fogo num presta Pois gente assim tem o dão E a pretensão miseráve De num gostá do qui é bão Ou do qui seja agradáve É Cuma uma ave agorenta Que onde abre o bico afujenta Toda alegria das ave… Só fala em morte e em duença E noutras coisa pió Sua alma é cumu uma dispensa Qui só tem muafo e pó Vê tudo preto e vermeio E traiz nos zóio os ispeio Do mais triste por do só…
Pompilio Diniz
Enviado por Ton Poesia em 17/05/2025
Alterado em 01/08/2025 Comentários
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