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SOLIDAO PELO ERMO DO SERTAO

 

1.Em sua máxima solidão o poeta, aprende dizer não, pela lógica da grande razao. Enquanto o tempo cambaleia como ébrio retardando a tão aguardada hora da ceia celebrada pelo povo do sertão.

 

2 O tempo passa lento aumentando o sofrimento e a angústia da espera, pela mudança da esfera que há muito nos espera. Mas a solidão é um fera, voando para estratosfera.

 

3.Disse o poeta dessa era que tambem vivia atolado na solitaria de sua cela: "A solidao que nos devora às vezes pode ser bela". Ja que a vida se passa entre lobos e panteras.

 

4. Solidão ensina e castiga, se multiplica e se reverbera. O solitário ouve a cantiga de suas tripas paralelas sentindo cheiro do jasmim escurecido no submerso das tulipas da prima Vera!

 

5.O tempo é um carrasco! O solitário se vê num laço senta-se levanta-se escreve, canta, dança pensa repensa. Sua mente não descansa; ele olha, ouve, vê pondera, mas, nunca se desespera.

 

6.Sua mente rotativa Imagina, projeta, aciona e decreta, enquanto isso o tempo parece seguindo lento, porem de forma concreta, entre mísseis supersônicos que tiram o sono da boneca...

 

7.Solidão é bom, solidão presta não! Cada caso é um caso distinto por direito à legitima opinião. Não perder-se de sí mesmo deve ser regra e o desejo, nas solitárias noites de verão.

 

8.Tempo, passa mais rápido, aumenta mais tua rotação; o solitário tem pressa quer seguir, sair do vale, do vale da sequidão. Vale a pena avançar sob a poeira amarelada do sertão!

 

9.O tempo lento que castiga o solitário, é uma dimensão universal, para determinação da duraçao dos fatos da vida. Enquanto a solidão é intriga mas tambem contemplação em noites silenciosas de então.

 

10.Diferente de estar sozinho, o solitário vive na desconexão do pensamento pelo caminho. No isolamento, sem paixão, sem fingimento, nem espinho! Está só, sobre o palco da ilusão é como bailar no miolo do vulcão.

 

11.Pelo campos ermos do sertões la pelas tantas da noite sertaneja ouvem-se pipôcos, vê-se clarões porém nada brilha, com clareza como brilham os pensamentos dum solitário envolto na certeza dum amanhecer, nao tão cinzento.

 

12.Nas quebradas das tardes

quando o solitário sol se esconde e os vagal-umes se expandem o frio da solidão lembra o ades e o pensamento avança pelos montes buscando novos horizontes, entre os lobos das cercanias distantes.

 

13.Analisando profundamente: um solitário não decadente, nem descontente do tipo deprimente, nao mente. Jogando no macro jogo absoluto se sente, e entre as tiranas segue jogando sempre pela margem dum jogo perigoso da mesa profana.

 

14.Estar só, distante no mundo Não significa estar sozinho, pelo caminho de moribundos raimundos. o solitário aposta no reviravolta duma justa fala de entendimento, como um clarão na noite profunda brotando a raiz do esclarecimento.

 

15.E assim segue o solitário Pelas avenidas da real solidão. Seguindo pelo sol e pelo vento Sendo do tempo, sua jurisdição. Seu destino incerto, muito lento lhe retiram a noção do tempo; assim é solidão pelo ermo do sertão!

Ton Poesia
Enviado por Ton Poesia em 02/08/2025
Alterado em 22/12/2025


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