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O texto original do poeta José Pacheco para que possa ser publicado seguramente, foi alterado pelo poeta Ton Poesia em algumas palavras consideradas inapropriadas para o momento histórico atual)

 

1. Um cabra de Lampião de nome Pilão Deitado que morreu numa trincheira num certo tempo passado agora pelo sertão anda correndo visão fazendo mal assombrado.

 

2. Foi ele quem trouxe a notícia que viu Lampião chegar o inferno nesse dia faltou pouco pra acabar, Incendiou-se o mercado, morreu tanto cão queimado que faz até gosto até contar.

 

3. Morreram cem deputados que não se elegiam mais, três netos de Parafuso, primo de Barrabás, morreu ainda Bigodeira, cunhado de Satanás e um cãozin chamado Goteira o que lutava na capoeira pulando sempre para trás.

 

4. Morreu a mãe da candinha o pai de forrobodó cem netos de Parafuso e um cão chamado cotó. E uma diaba veia, tentando escapar do fogo Sapecou na chama o totó.

 

5. Vamos tratar da chegada quando lampião bateu, um moleque ainda moço no portão apareceu quem é você, cavavalheiro? moleque, eu sou cangaceiro Lampião lhe respondeu.

 

6. Moleque, não! Sou o vigia e não sou seu pariceiro, hoje aqui você não entra sem dizer quem é primeiro. Moleque, abra o portão saiba que sou Lampião, assombro do mundo inteiro.

 

7. Então esse tal vigia que trabalha no portão que dá pisa que voa cinza sem fazer distinção, nesse dia ele brochou e desmonhecou no pilão quando olhou pra Lampião.

 

8. O vigia foi e disse fique fora que eu entro eu vou falar com o chefe no gabinete do centro por certo ele não lhe quer mas conforme o que disser eu levo o senhor pra dentro.

 

9. Lampião disse: Vá logo quem conversa perde hora vá depressa e volte logo e eu quero pouca demora se não me derem ingresso eu viro tudo ao zavesso taco fogo e vou embora.

 

10. O vigia foi e disse a satanás no salão: saiba, vossa senhoria que aí chegou Lampião dizendo que quer entrar e eu vim lhe perguntar, se dou-lhe ingresso ou não.

 

11.Não senhor, satanás disse diga a ele que vá simbora, só me chega gente ruim eu ando muito caipora eu já to até com vontade de botar mais da metade dos que tão aqui pra fora.

 

12.Disse o vigia Patrão a coisa vai piorar: eu sei que ele se dana quando não puder entrar. Satanás disse isso é nada reúna aí a capetada e leve o que precisar.

 

13.Quando Lampião deu fé da tropa toda encostada disse, só lá na Abissinia que tropa desmantelada. mas uma voz que ecoou foi satanás quem gritou: toca-lhe fogo capetada.

 

14.Comecçou o tiroteio que só pipoca no tacho Lampião pulava tanto que parecia até macaco, teve um diabo nesse meio que durante o tiroteio Lutou chupando tabaco.

 

15.Acabou-se o tiroteio por falta de munição aí o cadete batia, diabo enrolava pelo chão pedra e pau que pegavam o que a mão apanhava, sapecavam em Lampião.

 

16. Lampião pulou pra trás pegou a caveira dum boi jogou na cara dum cão que ele só fez dizer oi, oi. Ainda correu dez braças, e caiu enchendo as calças você sabe do que foi.

 

17.Lampião preparou um molotov jogou na cara dum cão mas o que arrebentou foi a vidraça do oitão saiu um fogo azulado incendiou-se o mercado e o armazém de algodão.

 

18. Houve grande prejuízo no inferno nesse dia queimou-se vinte mil conto que satanás possuía queimou-se o livro do ponto perderam seiscentos contos somente em mercadoria

 

19. Reclamava Lucifer crise maior não precisa os anos ruim de safra e agora mais essa pisa se não houver bom inverno aqui dentro dos inferno ninguém compra uma camisa.

 

20. Quem duvidar dessa historia pensar que não foi assim duvidando de meu verso não acreditando em mim pegue seu fone moderno e ligue la pro sinferno pergunte Hitler ou Caim.

 

 

JOSE PACHECO
Enviado por Ton Poesia em 02/08/2025
Alterado em 23/12/2025


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