

IMPÉRIO INVISÍVEL DO MUNDO MODERNO01.O mundo gira em silêncio, Mas há quem gire o poder, Não mais com lança e bandeira, Nem reis mandando prender, Agora o trono é invisível, Mas sabe o que deve ser, Pois reina sobre o possível!
02.Não há castelos de pedra, Nem legiões em fileira, O império é digital, Sutil, veloz, sorrateira, Sua espada é o algoritmo, Sua coroa é financeira, E a mente é sua bandeira!
03.Roma caiu em ruínas, Mas o império não morreu, Renasceu na economia, E no dólar que cresceu, O ouro virou papel, E o papel que se vendeu, Compra mundo sob céu!
04.O soldado é o investidor, O banqueiro é general, O campo virou mercado, A guerra é comercial, A paz virou propaganda, E o lucro, o bem e o mal, Faces dum mesmo astral!
05.As nações são colônias, De bancos e de sistemas, Os reis são grandes empresas, Com milhões de dilemas, Quem domina o pensamento, Decide os nossos temas, E cria novos problemas!
06.Do solo nasce alimento, Mas da tela nasce o vício, A verdade é filtrada, Num algoritmo fictício, A mente humana se dobra, Num império sem suplício, Que chama domínio: ofício.
07.O exército é virtual, Com robôs e inteligência, Espalha medo e desejo, Com controle e aparência, Quem resiste, é “rebelde”, Quem obedece, é “ciência”, O restante é mera influência.
08.O império de hoje é frio, Não tem rosto, não tem rei, Mas vigia cada passo, De tudo que eu mesmo sei, Sou servo e sou o produto, Do mundo que ajudei, A erguer com o que postei!
09.E nessa nova coroa, Há símbolos de poder, Tecnologia e finança, Com um só modo de ser, “Consuma, clique, obedeça”, É o verbo do prazer, Do império sem você ver!
10.Mas quem busca a consciência, E a verdade, em meditação, Não teme esses domínios, Nem vive em dominação, Pois que conhece a si mesmo Rompe a manipulação E funda-se em sua Nação!
11.O império é bem disfarçado, Não se vê, mas se percebe, Fala doce ao nosso ego, E em tudo o ser concebe, Diz: “compra”, “curte”, “aplaude”, E o povo cego recebe, Sem notar que o sonho é breve.
12.A mente é o novo campo, Onde a guerra é travada, Quem pensa fora da linha, É logo silenciada, Mas quem cala o próprio medo, Tem a alma libertada, Da prisão digital dourada.
13.O mundo vende aparência, Mas cobra pela ilusão, Cria sede de ter tudo, E esvazia o coração, Mas quem planta consciência, Colhe paz e direção, Mesmo em meio à confusão.
14.Não há grades mais pesadas, Que a tela do pensamento, Que repete o que o império, Sopra em cada momento, Mas se o ser busca o silêncio, Rompe o falso encantamento, E reencontra o firmamento.
15.O império teme o desperto, Que reflete e que medita, Pois quem olha pra si mesmo, Não se perde na escrita, Vê que o mundo é passageiro, E a alma é infinita, Luz que nunca se limita.
16.Quem entende esse mistério, Não precisa coroa ou trono, Reina dentro do seu peito, Sem vanglória, sem abandono, O saber é seu império, E a verdade, seu patrono, Feito um sábio sem dono.
17.A nova revolução, Não é feita com bandeira, Nem com sangue derramado, Mas com alma verdadeira, Que aprende a ver o invisível, Na essência derradeira, Do ser que é luz inteira.
18.Não se vence com rancor, Nem com armas, nem com lei, Mas com o dom da consciência, Que é o bem que herdei, Pois quem domina a si mesmo, Já venceu quem o trai, E é livre, mesmo sem rei.
19.O império pode reinar, Sobre corpos e moeda, Mas não pode aprisionar, Quem na alma já enreda, Os fios da própria luz, Que nenhuma sombra veda, Nem mentira mais seda.
20. Por isso eu deixo o recado, Ao leitor deste cordel: O império é passageiro, Como o brilho do papel, Mas quem busca a consciência, Encontra o próprio céu, E Deus dentro do fiel!
Ton Poesia
Enviado por Ton Poesia em 24/10/2025
Alterado em 02/12/2025 Comentários
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