

CORDEL DE PANDORA E PROMETEU
I
Meu amigo papa jaca Colega e leitor da região Lhes falarei sobre Pandora A mulher conforme o cão Que se passou lá na Grécia Muito antes de Aristóteles Antes mesmo de Platão! II Na Grécia do mito antigo, Antes do mundo cristão, O saber era castigo E a chama, rebelião; Prometeu, firme e audaz, Viu o homem fraco, incapaz Sem luz, sem fogo e sem pão. III Roubou de Hélio a centelha, Fogo vivo, criação, Quebrando a lei mais velha Do Olimpo, da dominação; Pois Zeus queria o saber Só pros deuses manter, Negando ao povo a razão. IV O fogo trouxe progresso, Forja, arte e consciência, Mas Zeus, em ódio e excesso, Tramou dura consequência; Pois onde nasce o pensar Começa o homem a lutar Contra toda prepotência. V Criou Pandora, obra bela, Com encanto sedutor, Cada deus deu algo a ela: Vaidade, voz e ardor; Mas junto da perfeição Veio oculta a maldição Do sofrimento maior. VI Epimeteu prometera Jamais presente aceitar, Mas a beleza rompera A promessa secular; Onde falta reflexão, O encanto vence a razão E a queda vem sem avisar. VII Abriu-se a jarra proibida Num gesto de curiosidade, E saiu praga incontida Sobre toda a humanidade: A dor, o medo, a doença, A guerra, a fome, a descrença E a cruel desigualdade. VIII Só a Esperança ficou Preso ao fundo do sofrer, Pois Zeus também calculou Que o homem iria viver Entre a chama do saber E o peso de padecer Sem jamais se render. IX Prometeu foi acorrentado Por amar a criação, Com fígado dilacerado Pela ave da punição; Quem desafia o poder Por justiça e por saber Paga alto a rebelião. X E assim segue a humanidade Entre o fogo e a prisão, Com saber, dor e vaidade Misturados na lição; Pois o dom que faz crescer É o mesmo que faz sofrer Quando falta a reflexão!
Ton Poesia
Enviado por Ton Poesia em 13/12/2025
Alterado em 14/12/2025 Comentários
|