

ACORDA JUMENTO
Canalhas, vermes e jumentos Tomaram o chão do Brasil, Como praga que se espalha Num terreiro varonil. Nem o velho aposentado Escapou do mal ardil, Do canil que o povo viu. Canalhas feitos bactéria, Vermes sugando a nação, Rondam cofres e esperanças Sem pudor nem compaixão. O suor do povo honesto Vira farsa e corrupção Nas garras da traição. Petrolão virou ferida Aberta na Petrobras, Mensalão fez escola Num roubo que nunca jaz. É escândalo sobre escândalo, Sempre o mesmo ritual voraz, E ninguém olha pra trás. Mas um dia o jumento Que carregou tanto peso Acorda do seu cansaço, Rompe o laço do desprezo. Sacode os vermes do lombo, Deixa o chão do abuso aceso E caminha mais ileso. Os vermes ficam no rastro Da história que os condena, Pois quem vive de rapina Tem o fim que lhe é pena. O povo aprende, desperta, Quebra a cerca, rompe a cena E reescreve a própria pena.
Ton Poesia
Enviado por Ton Poesia em 14/12/2025
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