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GALOPE MEDIANO

(em construção)

 

Mediocridade não é falta de estudo,

É recusa consciente de pensar,

É conforto vestido de argumento

Pra nunca sair do mesmo lugar.

É saber do abismo profundo

E preferir sequer, nem o olhar.

Ela teme a pergunta honesta,

O porquê, o como e o seu final

Prefere frase pronta e curta

Que não exija sair de si, afinal!

 

Onde o pensamento deve começar,

Ela diz: “isso é ruim”. Não vai dá

Medíocre, odeia rigor, ama divagar

E chama esforço de opressão,

Confunde clareza com frieza

E limite pra ela é pura negação.

Quer direito sem dever! É dureza

Querer conclusão sem reflexão.

No cordel, na ciência ou na vida,

Ela sempre pede simplificação.

 

Não por pensar em amar o povo,

Mas por medo daquele da elevação.

Pois quem sobe a escada pelo saber

Derruba facil todo trono de ilusão.

Aplauso tosco e fácil é seu salário,

Likes, e curtidas é sua fascinação,

Não lê, não relê, não vê, não estuda,

Mas quer palco quer voz e projeção.

Quando a ideia exposta é profunda,

Ela grita desesperado: é arrogância

 

Mediocridade se ofende é verdade

Com quem mede as silabas o verso,

Chama métrica de inutil, vaidade,

Disciplina para ela é retrocesso.

Mas sem forma, obvio não há arte,

Só barulho sem o belo e disperso.

Ela não cria, ela prevarica, replica,

Não constrói, apenas corrói e reage,

Vive de frases inacabadas, herdadas

Com raiva sem química ou linguagem.

 

Onde não existe o pensamento,

Sobra ódio, burrice e sabotagem.

Quem pensa logo vira inimigo,

Quem lê se torna sujeito suspeito,

Quem escreve pela norma e critério

É taxado de imperfeito, muito serio.

Pois elevar o nível do intelecto

Desmascara o proprio sujeito.

No galope da palavra correta

Essa verdade incomoda, atropela

 

Facilitar o vôo livre do pensamento

É quebrar a estrutura da própria sela.

O saber não é carícia nem chorumela

É lâmina educadora que corta impera

Corta o erro, dói no início mas libera

Libertando quem o honra, da fera

Quem foge dessa insólita corte

Vive na mente terrivel penhora.

Por isso sigo sem aplauso, plateia,

Sem troféu, sem véu eztrada a fora!

 

 

 

Ton Poesia
Enviado por Ton Poesia em 01/01/2026
Alterado em 12/01/2026


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