

LIBERDADE
Sou um livre hermeneuta,
Na captura da essência, Escondidas nas grutas, Reveladoras da ciência. Livre como o livre vento, De quaisquer impedimentos, Me interessa o fragmento Que aguça o discernimento. Sou o hermeneuta no tempo, Tempo do destrambelhamento, Quando a estupidez ergueu templos Com normas de monumentos, Velando fenômenos No discurso e no argumento, Enquanto a verdade se esconde Nas dobras do pensamento. A palavra é uma gruta Que esconde significados, Cada interpretação Pode abrir novos lados. Mas quem interpreta precisa De razão e consciência, Pois a mente que improvisa Pode inventar falsa ciência. Não me curvo à aparência, Nem me prendo à superfície, Pois interpretar a existência Exige mais que tolice. Vou buscar no que foi dito O que o silêncio guardou, Pois nem tudo está escrito Naquilo que alguém falou. Sou livre para interpretar, Mas não fujo à evidência; Se a razão me questionar, Reexaminarei a ciência. Pois quem pensa com liberdade Não teme a contestação, E encontra na verdade Um processo de investigação. Não existe interpretação Sem contexto e fundamento; Nem se alcança a compreensão Só com livre pensamento. Entre o texto e o leitor, Há uma ponte a construir: Quem procura o seu valor Deve aprender a refletir. Se o argumento é um templo, Quero examinar seu chão; Se a norma é monumento, Investigo sua fundação. Não aceito como verdade O que o poder consagrou: A própria autoridade Pode errar no que ensinou. Não confundo liberdade Com licença para enganar, Pois a livre hermenêutica Também precisa ponderar. Entre a dúvida e a certeza, Vou buscando explicação, Questionando a natureza Dos sentidos da expressão.
Ton Poesia
Enviado por Ton Poesia em 12/10/2026
Alterado em 12/10/2026 Comentários
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