

ITINERANTES MOTOCICLISTASDedico esse cordel em sextilha, ao ilustre amigo motociclista, Delson Mesquita!
(Ton Poesia)
Talhado para a liberdade De correr, galopar e voar Sobre duas rodas giratórias, Que não cessam de trafegar Pelas estradas do mundo E pelas terras do além mar.
Há um bom motociclista Em torno do próprio lar Transportando a existência Num sentimento fecundo De quem deseja profundo Sair, passear: ir e voltar...
Entre chuvas e ventos, Vendo horizonte se alargar, Admirando tanta beleza: Que a natureza faz brotar Cuidado! Pista molhada: É perigoso derrapar...
Ah, como é bom como viajar, Com a máxima da prudência Com segurança no trafegar, Sem desafiar circunstâncias Deve respeitar as distancias! Para poder se desfrutar
Pelos campos, que beleza! Verdejando a imensidão, A motocicleta, grande realeza, Dá ao viajante fio de inspirações, E pela estrada, com gentileza, Vai conquistando o corações!
Nas cidades, muita atenção! Entre postes e crianças, É preciso precaução... Como na mata escura Pois a vida é um patrimônio Que não aceita aventuras!
Segue atento o viajante, Como águia no vigiar, Com seu olhar penetrante, Vê os riscos pelo ar, Pois ser livre não é bastante: Tem que saber se resguardar!
Duas rodas, dois caminhos, Uma estrada mil emoções Entre curvas sob carinhos, Bate forte o coração, Quem viaja sem espinhos Leva paz na direção!
Não importa a distância, Nem a estrada a percorrer, O que vale é a consciência De ir e vir e de viver, Pois liberdade e prudência Devem juntas florescer!
Motociclista, meu irmão, Que a estrada lhe seja amiga, Leve Deus no coração, E a prudência por guarida, Pois voltar são ao seu lar É a vitória mais querida!
No ronco da moto acesa Sente o vento a soprar, Não há porta nem janela Pra liberdade prender, É o homem e o destino Num só jeito de viver.
O prazer é quando sai Cedo pra ir trabalhar, Cortando o vento da rua Sem no trânsito se travar, O tempo passa tão ligeiro É bom demais pilotar.
Mas todo prazer que arde Traz junto o seu espinho, O risco mora na esquina No buraco, no caminho, Num descuido, o trapezista Pode mudar seu destino.
Por isso anda esperto Com olho no gravilhão, Capacete bem firmado E com Deus no coração, Quem respeita a vida, Não pilota em vão!
Falam que há economia E é verdade também, Gasta pouco de gasolina E rende pro seu vintém, Enquanto o carro bebe muito A moto vai muito mais além.
Na manutenção é ligeira O bolso não chora tanto, Um pneu, um óleo trocado E já volta pro seu canto, Pra quem vive do suor Isso é quase um encanto.
Mas onde a moto brilha É na tal mobilidade, Na cidade engarrafada Ela é agil isso é verdade Leva pão, leva remédio, E o aluno da universidade!
É o motoboy na luta Levando o ganha-pão, É o pai que busca o filho Na porta da educação, É a cidade que se move Em cima de um trovão.
Então respeite o motociclista Nesse chão veloz e urbano, Ele não quer se aventurar Quer viver dentro do plano, Quer voltar pra sua casa Todo dia, toda hora, todo ano.
Que hajam mais ciclovias Motos-faixas e regulação Que o poder público olhe Com mais consideração, Quem anda em duas rodas Merece mais proteção! Ton Poesia
Enviado por Ton Poesia em 05/11/2026
Alterado em 05/11/2026 Comentários
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